A reposição de testosterona é indicada quando os sintomas de deficiência (queda de libido, cansaço, perda de massa muscular) se somam a níveis baixos confirmados em dosagem de sangue feita pela manhã. Mas atenção: “normal” não é um número único. A faixa de referência do laboratório é uma média populacional, larga o bastante para caber homens muito diferentes — e o nível que basta para um pode ser insuficiente para outro. Por isso o diagnóstico é individual: sintomas, exame físico e níveis interpretados no contexto de cada homem, nunca o exame sozinho. Sem indicação verdadeira, repor é expor a riscos sem benefício. Feita no paciente certo, com dose certa e exames de controle, a TRT é um tratamento seguro: o maior estudo já realizado, publicado em 2023, não mostrou aumento de infarto ou AVC.

A queixa que chega ao consultório

“Doutora, não sou mais o mesmo. Cansaço o dia inteiro, desânimo, a libido sumiu, e a academia não rende como antes.” Essa é, quase palavra por palavra, a queixa que escuto de homens dos 40 aos 70 anos. Às vezes é deficiência de testosterona de verdade — o que se costuma chamar popularmente de andropausa. Muitas vezes, porém, é outra coisa vestida de “testosterona baixa”: apneia do sono, depressão, obesidade, remédios em uso, excesso de álcool.

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Sinais sexuais

Queda de libido · Disfunção erétil · Menos ereções matinais · Redução do volume ejaculado · Infertilidade

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Sinais do corpo todo

Fadiga · Perda de massa e força muscular · Gordura abdominal · Osso mais fraco e anemia · Humor deprimido e névoa mental · Sono ruim

Por isso a primeira etapa da TRT não é a receita. É o diagnóstico.

Como se confirma a deficiência de testosterona

As diretrizes internacionais de endocrinologia são claras, e eu as sigo à risca:

Dosagem pela manhã, em jejum. A testosterona varia ao longo do dia e de um dia para outro. Por isso a coleta é feita entre 7h e 10h da manhã, em jejum, como orienta o posicionamento conjunto das sociedades brasileiras de Endocrinologia, Urologia e Medicina Sexual (SBEM/SBU/ABEMSS, 2026). Quando o resultado é limítrofe ou não conversa com o quadro clínico, repito a dosagem antes de decidir.

janela ideal: 7h–10h, em jejum madrugada manhã noite
A testosterona tem pico matinal — colher fora da janela subestima o valor real. O sono ruim achata essa onda.

E qual número é “baixo”? O mesmo posicionamento brasileiro traça três zonas: abaixo de 264 ng/dL, o valor sustenta o diagnóstico; acima de 350 ng/dL, o diagnóstico é improvável; e entre 264 e 350 ng/dL fica a zona intermediária — onde o exame sozinho não decide, e entra a testosterona livre calculada (equação de Vermeulen; abaixo de 6,5 ng/dL reforça o diagnóstico), especialmente quando a SHBG está alterada.

As três zonas do diagnóstico (posicionamento brasileiro, 2026)

Testosterona total, em ng/dL — coleta matinal, em jejum

< 264 264 – 350 > 350 apoia o diagnóstico zona limítrofe torna improvável o desempate: + SHBG e albumina → testosterona livre calculada < 6,5 ng/dL
Valores de testosterona total em ng/dL. Fonte: posicionamento conjunto SBEM, SBU e ABEMSS, International Brazilian Journal of Urology, 2026.

Investigar a causa. Testosterona baixa é um achado, não um diagnóstico final. Peço também os hormônios da hipófise (LH, FSH, prolactina), tireoide, e avalio sono, medicações e o peso — porque a causa mais comum de testosterona baixa no homem de meia-idade é a obesidade. E o sono pesa mais do que parece: um estudo do JAMA mostrou que uma única semana dormindo 5 horas por noite derruba a testosterona em 10–15%, mesmo em homens jovens e saudáveis.

Sintomas contam — e o “normal” é individual. Número baixo sem nenhum sintoma não fecha indicação. E sintomas claros com número “dentro da faixa” não encerram a conversa: a faixa do laboratório é uma referência populacional, e cada homem tem o seu ponto de equilíbrio. Nesses casos, aprofundo a investigação — testosterona livre, SHBG, hormônios da hipófise, sono e metabolismo — antes de qualquer decisão. A TRT trata pessoas, não exames.

SINTOMAS CLÍNICOS queda de libido cansaço e desânimo perda de massa muscular humor e sono alterados só sintomas, sem exame baixo: investigar outras causas DÉFICIT LABORATORIAL testosterona baixa no exame (as 3 zonas do diagnóstico + testosterona livre), interpretado caso a caso só exame, sem sintomas: acompanhar, não tratar REPOSIÇÃO JUSTIFICADA ✓ os dois juntos = indicação de tratar, com acompanhamento
A indicação nasce da sobreposição — nunca de um dos círculos sozinho.

Obesidade e testosterona: o círculo que eu mais trato

A gordura abdominal converte testosterona em estrogênio e inflama o corpo — o que derruba ainda mais a testosterona. E a testosterona baixa, por sua vez, facilita ganhar gordura e perder músculo. É um círculo vicioso, e ele tem uma saída comprovada: emagrecer eleva a testosterona naturalmente. Em muitos pacientes meus, o tratamento da obesidade — com plano alimentar, músculo e, quando indicado, medicação — recupera os níveis sem precisar de reposição. Em outros, o caminho é combinar as duas coisas. É exatamente essa avaliação integrada, do metabolismo ao hormônio, que faço no consultório. A revisão mais recente do JAMA sobre hipogonadismo masculino (2026) dá nome a esse quadro: hipogonadismo funcional — a testosterona baixa do homem obeso, frequentemente reversível com a perda de peso. E uma frente nova conversa diretamente com a minha prática: uma meta-análise de 2025 mostrou que a perda de peso com análogos de GLP-1 também eleva a testosterona — mais um motivo para tratar o peso primeiro e decidir sobre reposição depois, com o quadro completo.

O que os estudos mostram

A testosterona voltou ao centro do debate médico — dos dois lados. De um lado, o uso sem indicação, sem diagnóstico e sem acompanhamento. Do outro, algo menos comentado e provavelmente mais frequente: homens com sintomas claros e níveis baixos documentados que nunca são investigados, porque o assunto ainda carrega o estigma de vaidade. As duas coisas são erros. Acompanho essa literatura de perto — o que segue é o resumo honesto do que a ciência mostra, e de até onde ela vai.

Testosterona baixa não é detalhe. O estudo EPIC-Norfolk, feito no Reino Unido com 11.606 homens de 40 a 79 anos, comparou os que morreram durante o acompanhamento com os que permaneceram vivos, descontando idade, peso, pressão, colesterol, cigarro, diabetes e atividade física. Mesmo assim, o padrão apareceu: quanto maior o nível natural de testosterona, menor a chance de o homem estar entre os que morreram — cerca de 40% menor no grupo de níveis mais altos. É um estudo de associação: mostra que testosterona baixa anda junto com saúde pior, não que repor o hormônio faça viver mais. Mas diz algo importante: testosterona baixa é um marcador que merece investigação, nunca um achado para ignorar.

Chance de morte por faixa de testosterona natural (EPIC-Norfolk)

Em relação ao grupo de menor nível (Q1 = 1,00) — barra menor, chance menor

Q1 · abaixo de 12,5 nmol/L (≈ até 360 ng/dL) 1,00 (referência) Q2 · 12,5–15,6 nmol/L (≈ 360–450 ng/dL) 0,75 Q3 · 15,7–19,6 nmol/L (≈ 451–565 ng/dL) 0,62 Q4 · acima de 19,6 nmol/L (≈ 565+ ng/dL) 0,59
Faixas em nmol/L conforme a tabela original do estudo; valores em ng/dL são conversão aproximada (×28,8). Razões de chance ajustadas, estudo caso-controle aninhado — associação, não prova de causa. Fonte: Khaw et al., Circulation, 2007.

Em homens com diabetes tipo 2 o padrão se repete. Numa coorte acompanhada por quase 6 anos, a mortalidade foi de 17,2% entre os que tinham testosterona baixa (total ≤ 10,4 nmol/L, o equivalente a cerca de 300 ng/dL) contra 9% entre os com níveis acima disso — quase o dobro.

Diabetes tipo 2: mortalidade em ~6 anos, por nível de testosterona

Coorte de 581 homens — estudo de associação

Testosterona baixa · ≤ 10,4 nmol/L (≈ 300 ng/dL) 17,2% Níveis normais · acima de 10,4 nmol/L 9%
Associação, não prova de causa — mas motivo claro para investigar. Fonte: Muraleedharan et al., European Journal of Endocrinology, 2013.

Segurança cardiovascular — a resposta que faltava. Durante anos houve receio de que testosterona aumentasse infarto. Em 2023, o estudo TRAVERSE — 5.246 homens de 45 a 80 anos com deficiência confirmada e doença cardiovascular estabelecida ou risco alto, randomizados (divididos por sorteio) entre gel de testosterona e placebo, acompanhados por quase 3 anos e publicado no New England Journal of Medicine — respondeu: eventos cardiovasculares maiores ocorreram em 7,0% no grupo testosterona e 7,3% no placebo — sem diferença. Uma meta-análise de 30 estudos randomizados chegou à mesma direção: sem aumento de doença cardiovascular ou de mortalidade.

TRAVERSE: eventos cardiovasculares maiores em ~3 anos

Estudo randomizado, 5.246 homens de risco cardiovascular alto

Testosterona 7,0% Placebo 7,3%
Barras praticamente iguais: a reposição não aumentou infarto e AVC. Fonte: Lincoff et al., NEJM, 2023.

O que o TRAVERSE também mostrou — e que precisa ser dito. No grupo tratado houve mais tromboembolismo venoso (coágulos), mais fibrilação atrial (arritmia) e mais injúria renal aguda — e aqui a nefrologista escreve em negrito: esses achados fazem parte do mesmo estudo e entram na conversa com cada paciente, na lista do que eu monitoro.

O que a agência americana mudou em 2025. Em fevereiro de 2025, com base no TRAVERSE, o FDA (a agência reguladora dos EUA) alterou a bula de todos os produtos de testosterona: retirou a advertência sobre risco cardiovascular, incluiu os resultados do TRAVERSE e acrescentou uma advertência sobre aumento de pressão arterial, que passou a ser item obrigatório de monitorização. E manteve a indicação vinculada a diagnóstico — a leitura honesta é essa: o medo do infarto não se sustentou nos dados, a pressão entrou na rotina de controle, e receita continua exigindo deficiência documentada. Em dezembro de 2025, um painel de especialistas convocado pelo FDA discutiu ampliar as indicações para homens com sintomas e níveis baixos documentados, independentemente da causa — recomendações de participantes, sem mudança regulatória efetivada até a publicação deste texto.

O que a reposição bem indicada melhora. A grande revisão do JAMA de 2026 resume o consenso atual: em homens com essa indicação, a reposição melhora função sexual, composição corporal, massa magra, densidade óssea e anemia — a correção da anemia, aliás, foi confirmada num braço randomizado específico do TRAVERSE.

Testosterona previne diabetes? O maior estudo randomizado sobre o tema, o T4DM, acompanhou 1.007 homens com 50 anos ou mais, cintura larga e açúcar alterado no sangue — todos dentro de um programa estruturado de mudança de estilo de vida — divididos entre injeção trimestral de testosterona e placebo por 2 anos. Ao final, 12,4% do grupo testosterona tinham diabetes tipo 2, contra 21% do placebo — uma redução de 41% no risco (RR 0,59). Duas ressalvas importantes: o efeito foi obtido somado ao programa de estilo de vida, não no lugar dele; e homens de alto risco cardiovascular ficaram fora do estudo. Já a sub-análise do TRAVERSE sobre o mesmo tema não encontrou benefício — por isso, prevenir diabetes ainda não é uma indicação de reposição; é uma linha de pesquisa promissora.

T4DM: diabetes tipo 2 após 2 anos

Estudo randomizado, 1.007 homens — ambos os grupos em programa de estilo de vida

Testosterona + estilo de vida 12,4% Placebo + estilo de vida 21%
Fonte: Wittert et al., Lancet Diabetes & Endocrinology, 2021. A sub-análise do TRAVERSE não confirmou o achado — evidência ainda em construção.

E a próstata? O próprio TRAVERSE incluiu uma análise específica de segurança prostática — e não encontrou aumento de eventos de próstata no grupo tratado em comparação ao placebo. Essa é a melhor resposta que temos para o homem comum que pergunta se a reposição “desperta” um câncer: nos dados randomizados, não. Situação diferente é a do homem que já teve câncer de próstata: uma revisão de 36 estudos com 2.459 pacientes nesse cenário não encontrou aumento de progressão da doença (risco relativo 0,83), mas o resultado é neutro, não protetor — a margem estatística cruza o empate e nenhum desses estudos foi randomizado. Nesse grupo, a decisão é sempre individual e compartilhada com o urologista. Para todos, a vigilância com PSA e avaliação prostática segue na rotina — vigiar não é temer.

Quando a reposição pode fazer mal

Prescrevo TRT — e por isso mesmo respeito suas armadilhas:

👶

Fertilidade

A reposição suprime a produção de espermatozoides. Quem deseja filhos em breve precisa saber antes da primeira dose — existem alternativas que preservam a fertilidade.

🩸

Sangue grosso

Hematócrito subindo demais aumenta risco de trombose — é o exame que mais vigio, com ajuste de dose quando necessário.

🫀

Pressão arterial

Desde 2025, advertência obrigatória em bula: medir e acompanhar a pressão faz parte da rotina do tratamento.

🚫

Contraindicações

Câncer de próstata ou mama ativos, hematócrito já elevado, apneia grave não tratada, insuficiência cardíaca descompensada, paternidade imediata.

Como eu conduzo a TRT no meu consultório

🩺

1 · Diagnóstico

sintomas + exames

⚠️

2 · Contraindicações

o que impede ou adia

💉

3 · Escolha da via

gel, injeção ou implante

👁️

4 · Monitoramento

checkpoints periódicos

Antes: avaliação completa com dosagem matinal de testosterona em jejum, hormônios da hipófise, PSA, hemograma, perfil metabólico e função renal (aqui fala a nefrologista), avaliação do sono e composição corporal por bioimpedância InBody — massa muscular é um dos principais marcadores de resposta.

Durante: planos de acompanhamento de 3 meses a 1 ano, com checkpoints periódicos: sintomas, hematócrito, PSA, testosterona e composição corporal. A via — gel, injetável ou implante hormonal em casos selecionados — é escolhida junto com o paciente, pelo perfil e pela rotina de cada um. Minha equipe multiprofissional acompanha entre as consultas.

O que eu não faço: não prescrevo testosterona para quem tem níveis normais e nenhum sintoma de hipoandrogenismo — porque tratamento se indica para pessoas, não para números. O contrário também vale: o exame sozinho não fecha nem exclui o diagnóstico. Há homens com valor “dentro da faixa” do laboratório e um quadro clínico claro de deficiência, que merecem investigação aprofundada; e há homens com valor discretamente baixo e nenhum sintoma, que não precisam de reposição — precisam de acompanhamento. A clínica importa, e é ela que comanda a decisão. E não mantenho tratamento sem exames de controle.

Perguntas frequentes

Testosterona dá infarto?

O maior estudo já feito (TRAVERSE, 2023, randomizado entre testosterona e placebo) não mostrou aumento de infarto ou AVC, mesmo em homens de alto risco — 7,0% de eventos com testosterona contra 7,3% com placebo. Com base nisso, em 2025 a agência americana (FDA) retirou da bula a advertência cardiovascular. O mesmo estudo mostrou mais coágulos venosos, arritmia e injúria renal aguda no grupo tratado — por isso o acompanhamento não é opcional.

TRT causa câncer de próstata?

A análise de segurança prostática do TRAVERSE não encontrou aumento de eventos de próstata em comparação ao placebo. Em homens que já tiveram câncer de próstata, uma revisão de 36 estudos não mostrou aumento de progressão, mas o resultado é neutro (não protetor) e a decisão nesse grupo é individual, junto com o urologista. PSA e avaliação prostática seguem na rotina.

Testosterona baixa encurta a vida?

Grandes estudos populacionais, como o EPIC-Norfolk (mais de 11 mil homens), mostram que níveis mais baixos se associam a maior mortalidade ao longo dos anos. Associação não é causa, mas é motivo para investigar e tratar a causa: peso, sono ou a produção hormonal.

Testosterona previne diabetes?

Ainda não é indicação. O estudo T4DM mostrou menos diabetes novo em 2 anos (12,4% contra 21%) quando a testosterona foi somada a um programa de estilo de vida — mas a sub-análise do TRAVERSE não confirmou o benefício. É uma linha de pesquisa promissora, não uma receita.

Vou depender de testosterona para sempre?

Depende da causa. Quando a deficiência vem da obesidade ou do sono, tratar a causa pode recuperar a produção natural e dispensar a reposição. Quando há falência definitiva da produção, o tratamento tende a ser prolongado — sempre com reavaliação.

Posso ter filhos usando testosterona?

A reposição suprime a produção de espermatozoides na maioria dos homens. Quem deseja paternidade próxima deve conversar sobre alternativas que estimulam a produção própria antes de iniciar a TRT.

Qual a melhor via: gel, injeção ou implante?

Não existe melhor via — existe a via e a dose melhor indicadas para cada paciente. O gel dá níveis estáveis e é fácil de suspender; o injetável tem intervalos práticos; o implante hormonal libera de forma contínua e pode ser opção em casos selecionados. A escolha é individual, feita em consulta.

Emagrecer aumenta a testosterona?

Sim — é o “tratamento natural” com melhor evidência. A perda de peso significativa, especialmente da gordura abdominal, eleva a testosterona e melhora os sintomas, às vezes o suficiente para evitar a reposição.

Faça o teste dos sintomas (questionário ADAM)

O ADAM é um questionário clínico validado, usado no mundo todo como triagem dos sintomas de deficiência de testosterona no homem que envelhece. Responda sim ou não, com honestidade:

  1. Diminuição do desejo sexual (libido)?
  2. Falta de energia?
  3. Menos força e/ou resistência física?
  4. Perdeu altura?
  5. Diminuição do “prazer de viver”?
  1. Tristeza e/ou mau humor?
  2. Ereções menos firmes?
  3. Piora recente para praticar esportes?
  4. Sono logo após o jantar?
  5. Desempenho no trabalho piorou?

Como interpretar: positivo se você respondeu SIM à pergunta 1 ou à 7 (em negrito) — ou SIM a três ou mais das demais.

Importante: um ADAM positivo não é diagnóstico — os mesmos sintomas podem vir de sono ruim, depressão, obesidade ou outras condições. Ele é o sinal de que vale investigar: consulta, exame físico e dosagem matinal de testosterona. É exatamente essa investigação que fazemos no consultório.

Teste positivo, ou sintomas que você reconheceu ao longo do artigo?
O próximo passo é a investigação completa.

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Pequeno glossário

TRT
terapia de reposição de testosterona
Andropausa
queda da testosterona com a idade, com sintomas
Hematócrito
glóbulos vermelhos — o exame mais vigiado na TRT
PSA
exame da vigilância da próstata
Hipogonadismo
produção insuficiente de testosterona
Hipoandrogenismo
os sintomas da falta de ação da testosterona
ADAM
questionário de triagem dos sintomas
SHBG e T. livre
a SHBG “guarda” a testosterona; a livre é a que age

Referências bibliográficas

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Dra. Carla Romagnoli
CRM-SP 111903 — RQE 29070 (Clínica Médica) — RQE 29071 (Nefrologia)
Médica formada pela Faculdade de Medicina de Botucatu — UNESP (2003). Residências em Clínica Médica e em Nefrologia. Dezesseis anos de medicina hospitalar. Pós-graduação em Medicina Funcional Integrativa e em Medicina da Longevidade (2021–2022). Consultório particular em Botucatu-SP desde 2024, com atuação em medicina da longevidade, saúde hormonal e tratamento clínico do peso.

Conteúdo informativo; não substitui consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.